July 4th, 2008 Posted in lutas | No Comments »
Gosto de assistir dois esportes, futebol e lutas tipo vale-tudo, e um pouco de fórmula 1, mas esta anda muito sem graça.
Os dois principais eventos de vale-tudo são o UFC (Ultimate Fighting Championship) e o Pride (hoje incorporado ao UFC), com o K-1 correndo por fora. A diferença entre eles é que o UFC é americano, com os lutadores se enfrentando em um octógono com grade com menor interferência do juiz, no Pride, antes japonês, hoje americano, era um ringue normal, como o de boxe, com maior interferência do juiz para dar dinamismo à luta. O K-1 usa um ringue de boxe e são permitidas apenas artes marciais de “contato” (como muay thai, boxe, karate etc), e não é permitido o uso de jiu-jitsu, por exemplo. As regras entre o Pride e o UFC tinham algumas diferenças, principalmente em relação a golpes mais contundentes, por exemplo, no Pride era permitido chutar um adversário caÃdo, no UFC, não.
As primeiras lutas que vi foram do UFC (Ultimate Fighting Championship) em fitas VHS alugadas na locadora da esquina, lembro bem da primeira, UFC 3, ainda com a idéia de pegar lutadores de diferentes estilos (sambo, sumo, savate, karate, jiu-jitsu etc) colocar no ringue com poucas regras (estas criadas pelos próprios lutadores, como uma “luta de cavalheiros”) e promover um “campeonato” tipo mata-mata, ganhou passa para a próxima rodada, perdeu, volta pra casa (ou para a enfermaria). Depois consegui ver mais algumas fitas (UFC 1 e UFC 2) e ficou nisso. Nesta época, Royce Gracie era virtualmente imbatÃvel graças ao jiu-jitsu, que passou a ser conhecido como “brazilian” jiu-jitsu.
Depois de alguns anos, com a TV por assinatura, conheci o Pride achei bem mais interessante que o UFC, as lutas eram mais dinâmicas, com um maior foco no “espetáculo” da luta, os juÃzes separavam os lutadores caso a luta ficasse muito parada para que esta fosse reiniciada. Notei que já não “valia tudo” e que os lutadores estavam melhores preparados, alguns se especializavam em lutar “de pé” e outros preferiam lutar “no chão” mas a grande maioria conseguia lutar das duas maneiras e não era mais como nas antigas fitas de VHS do UFC, onde o lutador tinha seu estilo e só. Passei a assistir mais lutas do Pride que do UFC.
Depois de alguns anos o Pride foi comprado pelo UFC e muitos dos lutadores que participavam do evento japonês passaram a lutar nos EUA e voltei a assistir o UFC.
Felizmente com o passar dos anos o vale-tudo, hoje chamado de MMA (Mix Martial Arts), está perdendo a fama de coisa de playboy brigão e mostrando que é o esporte de grandes atletas como Rodrigo Minotauro, Wanderlei Silva, Pedro Rizzo, Anderson Silva e muitos outros. Falarei dos lutadores nos próximos posts.